Não existe remédio que faça as varizes desaparecerem. Os medicamentos usados na doença venosa — chamados flebotônicos — ajudam a controlar sintomas como peso, dor, inchaço e cãibras, mas não eliminam a veia já doente. Varizes e vasinhos formados só saem com tratamento local: escleroterapia, laser, radiofrequência ou microcirurgia.
O que os flebotônicos realmente fazem
Os flebotônicos mais usados no Brasil são a associação de diosmina com hesperidina, os rutosídeos e o extrato de castanha-da-índia (escina). Eles atuam melhorando o tônus da parede venosa e reduzindo a permeabilidade dos capilares, o que diminui o edema e a sensação de perna pesada no fim do dia. É alívio de sintoma, não cura da causa.
Na minha prática, eles têm papel de apoio: servem em fases sintomáticas, na espera de um procedimento, na gravidez (quando o tratamento definitivo é adiado) ou em pacientes que, por algum motivo, não podem ser tratados naquele momento. Nunca substituem o diagnóstico nem o tratamento da veia com refluxo.
E as pomadas e cremes para varizes?
Cremes e géis à base de heparinoides ou extratos vegetais podem dar sensação de alívio e frescor, mas não penetram o suficiente para agir sobre uma veia safena ou uma variz calibrosa. Não há evidência de que reduzam varizes. Se o produto promete “sumir com as varizes”, desconfie.
Então o que resolve de fato?
O que resolve é tratar a veia doente. Isso começa com um EcoDoppler venoso para mapear onde está o refluxo e, a partir daí, escolher a técnica certa: escleroterapia para vasinhos e microvarizes, laser endovenoso ou radiofrequência para safena e varizes maiores. Conheça o panorama completo no artigo sobre tratamento de varizes sem cirurgia em Curitiba.
Este conteúdo é informativo e não substitui uma avaliação médica individual. Cada caso exige diagnóstico e indicação personalizados. Nenhum medicamento deve ser usado sem prescrição.
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Dr. Bruno Nanni — Cirurgião Vascular e Angiologista · CRM 27950-PR · RQE 18906. Atende em Curitiba (Batel), na Clínica Una Saúde.